
Nenhum amor é igual a outro. Cada amor tem as suas particularidades. Por isso quando se perde alguém, esse alguém é insubstituível e nesse entender jamais se recupera aquela falha, aquele espaço vazio que a pessoa deixou. Claro pode se preencher com um novo alguém e busca-se assim maneiras de se reinventar. Eu sou a Maria que gosta do João, bom sempre fui a Maria que gosta do João..como posso agora gostar de Beto?
Posso gostar de Beto agora porque eu permito ser uma nova versão do que eu até então me conhecia quando gostava de João.
Um amor pode ser mais platônico. Eu apenas contemplo a sua beleza pela distância. Nem um beijo sequer tenho dele. Nosso contato é apenas no olhar. Nosso olhar trocam palavras, segredos até de nossos desejos se tornarem realidade. Quem sabe ele então também não alimenta esse amor platônico por mim e não quer quebrar esse encanto? Bom, mas seguimos para um outro estágio..
Humm.. esse novo estágio é mais interessante até..é o estágio do conhecimento de um e outro. Pode ser até somente uma amizade que pinta um clima. Bom, nessa amizade já está acontecendo uma convivência, as palavras são sentidas e ditas e é permitido que se haja brincadeiras pois já existe uma certa intimidade.
Finalmente, o encontro das bocas, o encontro de dois corações apaixonados que tanto esperaram por esse momento e cada segundo é sentido de forma esplêndida.
Todo amor é diferente, mas todos eles carregam um pouco de tudo

