31 de jan. de 2011

A sensualidade X a vulgaridade



Qual é o limite da sensualidade? Aonde a sensualidade se transforma em vulgaridade?
Um dia crescemos e nossos corpos se trasformam, adquirimos uma sensualidade própria e a usufruimos com gestos, roupas e perfumes. A sensualidade é algo extremamente envolvente. Se não fosse a sensualidade; a paquera, a troca de olhares, as palavras ao ouvido não teriam nenhum valor.
Um vestido pode ser para a mulher uma poderosa arma de sensualidade. Ele pode ter fendas, decotes, babados, esculpindo o corpo de maneira a deixá-lo exuberante. Entretanto, a vulgaridade, intenciona somente mostrar de maneira agressiva sem as sutilezas de algo bonito . A vulgaridade pode se demonstrar não somente na roupa, mas na ação, na falta de respeito pelo outro.

Sonhos projetados


Em diversas situações de vida projetamos nossos desejos em lugares, pessoas e situações. Isso por um lado é bom pois nos impulsiona para buscar e realizar-se em diversos planos. Entretanto, é como dois apaixonados, no primeiro momento pode parecer tudo perfeito, até onde começarem aparecer diferenças importantes. As diferenças são importantes já que acrescentam aprendizagem; é como aprender uma nova língua; você precisa se desfazer daquilo que já sabe para aprender algo novo.No entanto, as dificuldades se tornam mais complexas quando se trata de um choque de valores que acaba por levar um desrespeito ao indivudualismo de cada um.
Dessa forma, existe aquilo que é projetado- aquilo que se pensa que pode vir a ser e aquilo que se é realmente. O desafio é conviver com o que se é realmente sem idealizar de forma a distorcer a realidade.

26 de jan. de 2011

Sonhar não custa nada...



Algumas vezes, somos levados a agir de forma automática como se fossemos robôzinhos " tenho de fazer isso, tenho de fazer aquilo". Estamos tão envolvidos com atividades que mal temos tempo de escutar nosso próprio coração. No entanto, quando temos a maravilhosa oportunidade de encontrar aquilo que nos da prazer e nos satisfaz somos tomados por uma incrível sensação de vitalidade. Um mergulho na piscina ou no mar refresca a alma. É como se não estivessemos pesados como um chumbo, mas leves como as plumas. Andar de bicicleta por entre as árvores no entardecer, dançar uma música lenta com quem se gosta, cantar com a voz do coração.
A vida é composta desses diversos momentos e feliz é aquela pessoa que consegue usufruir deles.

14 de jan. de 2011

O ursinho Teddy

As revistas da minha adolescência



É delicioso esse momento nostalgia de lembrar trechos de nossa própria história. Eu e muitas de outras leitoras na faixa de 25-30 acredito devem ter folheado as revistas Capricho com uma roupagem diferente da atual. Eu passei pela transição da revista Capricho " cheia de conteúdo" para a " vazia e superficial". Eu faço tal afirmação, pois as antigas Caprichos tinham matérias mais aprofundadas e eu tive a impressão que quiseram fazer uma versão compacta demais. É claro que os assuntos, tanto das antigas quanto às atuias, muitas vezes se repetem e hoje podem me soar temas mais banais pois não representam ser " tão novidade" quanto eram quando eu tinha uns " 14,15".
Refletindo a respeito da adolescência, penso também que levamos com ela resquícios e tesouros, pois é ela que nos afirma no mundo enquanto ser autônomo e
e nos projeta para o que iremos ser quando adultos. Essa transformação, porém se dá ao longo de todo uma vida, já que são diversos os ciclos de vida que todos passamos. As lembranças da adolescência podem brotar a partir de uma música, um perfume, um lugar, uma pessoa. Alguns e algumss adolescentes gostavam de frequëntar festas outros preferiam ficar lendo algo em casa, vendo tv ou até mesmo namorando.
A moda do " ficar" não me recordo agora a partir de que ano que veio essa nova configuração de relacionamento, mas parece que o " ficar" agora se transformou em " pegar". Por um lado, pode ser uma forma de não assumir compromisso com ninguém e fazer um " test drive" em diferentes bocas, pode ser um passo importante para se conhecer alguém muito especial, mas também e nesse caso é doloroso pode representar uma grande frustração. Frustração é que um pensa em somente ficar e o outro em construir um relacioanamento sério a partir desse encontro. Para cada um dos lados está um objetivo diferente. Desse modo,são construídos falsos sonhos em cima de uma pessoa que está mais preocupada em saber " qual vai ser a próxima pegada" do que com o sentimento do outro. Todos tem seu direito a ter " seu momento carnaval na vida", mas é necessário ter sensibilidade e empatia pela outra pessoa. Você pode menosprezar e ridicularizar alguém que se apaixona por você tratando como " bobão" ou " ingênuo", mas no outro dia poderá ser você " a bobona e ingênua" que irá se "ferrar". Portanto, tanto um caso quanto o outro sempre use de sua sensibilidade e doçura para tratar as outras pessoas, mesmo que não sejam essas as suas escolhas de vida. Bion já dizia que " amor sem verdade é ilusão e verdade sem amor é crueldade". Ele quer dizer que o amor falso é claro é uma ilusão, mas dizer a verdade sem amor ( ou seja sem sentimento ao outro) é crueldade.

13 de jan. de 2011

O medo: real ou imaginário?



Medo..ameaça real ou imaginária? O medo é um dos sentimentos mais primitivos do ser humano. Ele pode servir para nos proteger de ameaças reais externas ou pode ser o sentimento projetado num determinado objeto ( lugar, situação, animal, pessoa) que acreditamos que nos poderá ser nocivo.
No contexto de violência em que vivemos,noticiados pelos principais veículos de comunicação, muitas vezes nos alertamos antecipadamente à situações perigosas e evitamos lugares que consideramos possivelmente arriscado de sofrer danos físicos, psiquícos, econômicos.
A outra questão a que se segue é que tendemos a rechaçar aquilo que é estranho; fora do nosso conhecimento e a buscar familiaridade na maioria das vezes em diferentes tipos de situações. A noção de estranho, nos apavora, pois não faz parte do território conhecido e seguro em que acreditamos viver. Assim, mesmo que muitas vezes, possamos desejar o novo, repetimos as mesmas ações como uma compulsão à repetição. Finalizo esse trecho citando uma frase do grande Charles Chaplin que disse " A vida é maravilhosa se você não tiver medo dela".

As guloseimas e fast-food X a geração sarada






Vivemos num mundo repleto de gente sarada; que cuida do corpo diariamente, através de diferentes tipos de cuidados ( dos mais saudáveis aos não recomendados).Por outro lado, estão aqueles com problemas alimentares de sobrepeso, pressão alta, colesterol elevado, diabetes.
Os esportes muitas vezes levam as pessoas a socialização- vamos jogar uma partida de vôlei ou basquete? vamos criar times? ou então à competição com caráter puramente agressivo em que o que importa não é o jogo, mas chutar a canela do outro ou dar uma bela rasteira. Os cuidados com a saúde quando bem orientados levam a um aumento de bem estar e qualidade de vida, no entanto deve se estar atento quando se faz uma distorção da percepção da realidade corporal que caracteriza a anorexia nervosa. Há também aqueles que se lesionam praticando exercícios em demasia como uma tentativa mágica de recuperar à antiga forma. É importante que a gente se conheça e respeite o nosso biotipo.
Em nossa cultura estão presentes também o consumismo de fast-foods e doces. É sabido da sensação prazerosa que eles provocam liberando substâncias que nos mandam um recado " quero repetir a dose"; o perigo disso são as conseqüências para o organismo quando não se encontra um limite dessa dose.
Nada de radicalismos, que possamos fazer um jogging no parque com um companheiro ao lado, mas que também, vez ou outra, não nos privemos de um refrescante sorvete na praia ou um crocante pão de queijo. Acredito que o mais importante é não nos enganarmos e termos ciência de nossas atitudes sabendo cada um ser responsável por seus atos.

Os diferentes padrões de beleza ao longo dos anos



O amor de Jade e Lucas


Quando eu estava no 1 semestre da faculdade; passava na Globo uma novela cujo título era " O Clone". A novela está sendo reprisada no horário do " Vale a pena ver de novo"; logo após o Video Show. Bem, essa novela tratava da diferença do amor ocidental e oriental, bem como das polêmicas discussões entre Ciência e Religião. Poderia escolher inúmeras temáticas que tal novela aborda mas optei por discutir sobre o amor entre Jade e Lucas. Sei que a novela para muitos críticos de plantão é tida como fútil, rotineira e previsível. No entanto, gostaria de falar sobre a impresão que me causou sobre o amor entre Jade e Lucas.
Para situar, Jade é uma das personagens principais da trama e foi criada numa família de tradição religiosa é islâmica. Em tal religião não é permitido que uma moça que não seja casada possa ter algum tipo de contato físico com algum homem.
Entretanto, Jade se apaixona perdidamente por Lucas pondo em risco sua honra na família e sua própria vida. Lucas, também se apaixona por Jade e estranha que ela tenha um comportamento tão recatado, comparado às brasileiras, mas a deseja e sobretudo ama-a. Apesar de que Jade impede de que ele a beije nos primeiros encontros, aos poucos entrega-se à Lucas e se diferencia das outras moças de sua religião, pois encontra-se às escondidas com Lucas e toma iniciativas para aproximar-se dele.
O bonito desse amor entre eles é que não é " um amor fast-food" ( expressão de amor relâmpago), mas algo construído pela fascinação e encantamento que um sente pelo outro. Jade poderia ser feliz com um casamento arranjado- e por que não?- quem sabe até, mas ela foi em busca do seu sonho de amor. Jade sabia dentro de si que amava Lucas totalmente e de que o melhor de tudo era correspondida. É claro, que o amor, para ser verdadeiro é construído na convivência e na fina sintonia entre duas pessoas, mas a ressalva que quero fazer é de que nunca esqueçamos como diz Fernando Pessoa " que temos todos os sonhos do mundo ...".

Terapeuta e paciente contam sua história-Cada dia mais perto Irvin Yalom com Ginny Elkin


A indicação de leitura que faço para quem é fascinado pelo universo da clínica é o mais recente livro de Irvin Yalom- Terapeuta e paciente contam sua história-Cada dia mais perto. O livro aborda sobre uma paciente que tinha bloqueios criativos para a escrita, mas que é estimulada por seu terapeuta a escrever as impressões, pensamentos e sentimentos que vive em cada sessão como forma de pagamento. O terapeuta, por sua vez, também faz o mesmo e assim podemos nos deparar e refletir sobre o fenômeno do encontro analítico entre terapeuta e paciente.
Muitas vezes, podemos agir de forma automática, de forma a não se questionar- o que aquele encontro me produziu? O que é que pode ser modificado? De que maneira tenho contribuido como terapeuta?
Enfim, essa é a minha dica para leitura.
Um abraço a todos





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