15 de ago. de 2011

O poder de uma amizade


Durante toda a nossa vida, conhecemos as mais diversas pessoas, mas por alguma razão que não se sabe por completo, algumas se tornam nossas " amigas do peito". Podemos dizer - ah sim sou amiga da fulana de tal, porque afinal somos muito parecidas ou então ah mas é claro fomos colegas não teria como ser diferente, mas todas essas argumentações não são suficientes para saber o porque determinadas pessoas se vinculam tão profundamente enquanto outras vão ficar no patamar de " conhecidas". Talvez não seja o mais importante descobrir o porque da amizade, mas sim o quanto ela é transformadora em nossa vida. A amizade é uma grande possibilidade de troca, de compartilhar e viver o lado bom e ruim da vida ( o doce e o amargo). Ser amiga(o) de alguém é saber como o o outro está antes mesmo de escutá-lo; é uma cumplicidade que se dá por um simples sorriso ou olhar; é saber que você pode ser autêntico em seus gestos e palavras, sem bloqueios e inibições. A amizade é confiança, é companheirismo, é generosidade. Se você quer ter amigos, antes de tudo seja amigo. A amizade é algo que se fortalece com o tempo, com o investimento mútuo, com uma boa dose de dedicação e amor. Quando a amizade entre duas pessoas é genuína, a ligação é forte e os laços são duradouros. Os amigos não tem o mesmo sangue, mas escolhemos estar com eles pelo resto de nossas vidas.

A natureza e a vida



Estar perto da natureza; é uma sensação de liberdade maior e quando se consegue praticar esportes em contato com ela ou então simplesmente relaxar é melhor ainda. Mergulhar no mar, ter aquela sensação de frescor e leveza, correr próximo à orla do Guaíba e apreciar o pôr-do-sol, estar integrada às coisas simples e belas da vida. Você já se deu conta o quanto é bonito ver o vôo dos pássaros? Observou também o quanto é gostoso ver os cachorros brincarem e correrem pelas praças? Imagine como seria a nossa vida, sem a natureza, talvez eu pudesse dizer que seria um mundo cinza, frio e inóspito, aliás poderia dizer bem mais. Poderia afirmar que sem a natureza a gente não estaria mais aqui. Nós precisamos dela. Ela não nos proporciona somente beleza e bem estar; ela nos proporciona Vida; Luz, Calor. A natureza é a fonte de tudo que vive. Se por acaso, esquecermos dela, estaremos esquecendo de nós mesmos, da nossa essência. Se ficarmos robotizados, automatizados, deixaremos de ver as cores da natureza, sua vida e exuberância e posso ir mais além dizendo que deixararemos de ver também a Arte que nela existe.

A corrida e a natureza


Correr perto da natureza é uma sensação de liberdade incrível;

9 de ago. de 2011

Namorar


Talvez nenhuma palavra aqui expressa poderia significar o que é namorar, mas vou tentar fazê-lo da melhor maneira possível.
Namorar alguém é se envolver de corpo e alma numa relação. Muitas vezes, por medos e inseguranças, essa entrega não consegue acontecer de forma profunda e aí então constata-se que o relacionamento tornou-se superficial. Namorar é sair de seu próprio mundinho e descobrir o mundinho do outro. É se desacomodar do que se conhece para arriscar-se ao que não se sabe o que será.
Namorar é desejar que os beijos sejam eternos e querer aconchegar-se nos braços do ser amado sem pensar no tempo. É ficar feliz em simplesmente ouvir a voz dele(a) e decorar cada gesto de sua expressão. É incentivar o crescimento dele(a) para que se sinta realizado(a) no que faz. Namorar também é passar por fases diferentes onde ora estão mais próximos, ora mais distantes. É querer cuidar dele(a),mimando-o(a) sem se preocupar em usar apelidos infantis. É também ser parceiro(a) para trips, festas ou um bom filme em casa. É também ter desentendimentos e frustrações. É ter dúvidas. É amadurecer idéias. É aprender o que se espera de um relacionamento.
Namorar gasta uma energia enorme; pois implica compromisso com o outro; fazer planos em conjunto, chegar a um consenso em comum.
Namorar, enfim, é tudo de bom, porque nos damos conta de que sim, precisamos do amor do outro ( o que pode implicar dor também), mas nos faz valorizar de forma mais séria aquilo que sentimos.
Namorar, por fim, é ultrapassar o estágio da " paixão maluca" e evoluir para " o amor maduro" ou então desviar o foco e querer começar do zero com outra pessoa. Nenhum namoro é igual ao outro, pois cada encontro é único e cada pessoa é incomparável. Enfim, pra saber o que é namorar...só namorando...


8 de ago. de 2011

Paixões platônicas



Na definição de wikipédia diz o Amor Platônico se define da seguinte forma:
Amor platônico, na acepção vulgar, é toda a relação afetuosa ou idealizada em que se abstrai o elemento sexual, por elementos de gêneros diferentes --como num caso de amizade pura, entre duas pessoas. Esta definição, contudo, difere da concepção mesma do amor ideal de Platão, o filósofo grego da Antigüidade, que concebera o Amor como algo essencialmente puro e desprovido de paixões, ao passo em que estas são essencialmente cegas, materiais, efêmeras e falsas. O Amor, no ideal platônico, não se fundamenta num interesse (mesmo o sexual), mas na virtude.
Platão defendia que o Verdadeiro Amor nunca deveria ser concretizado, pois quando se ama tende-se a cultuar a pessoa amada com as virtudes do que é perfeito. Quando esse amor é concretizado, não raro aparecem os nativos defeitos de caráter da pessoa amada.
Se por acaso você já teve ou tem um amor platônico sabe o prazer que há de contemplar a beleza do ser amado, mesmo que à distância e bem sabe também que se decora cada gesto e movimento de quem se elege como seu amor; dando a sensação de que se pode até prever por vezes alguns passos que ele pode dar.
No entanto, só se conhece alguém através da convivência, a figura platônica fica com uma imagem petrificada, tal como se fosse imortal. Ora, tudo aquilo que vive tende a morrer e dessa forma sendo idealizado e longe de qualquer frustração terrena, o amor platônico é eterno. Não tiro deles nenhuma beleza; acho que eles são por vezes, fonte de grandes inspirações, tais como o texto que aqui escrevo, mas não se pode viver somente deles. Como diz mesmo a música de Elis Regina " viver é melhor do que sonhar"


3 de ago. de 2011

O silêncio e o som


Você por acaso se lembra qual foi a última vez que escutou o som do seu próprio coração? Engraçado, na maioria das vezes, estamos tão conectados a tudo externo ( sons de carros, telefone, celular, mp3,ipod, youtube) que nos desligamos de nós mesmos. O silêncio muitas vezes pode falar muito mais do que palavras vazias. Podemos tentar preencher nossa conversa com as pessoas com assuntos que estão desconectados ( usando uma linguagem da era virtual) ao que de fato estamos sentindo. É realmente melhor se respeitar e silenciar-se e também respeitar o silêncio dos outros. Toda palavra que brota depois de um silêncio poderá ser muito mais verdadeira do que aquela dita de forma urgente. Tantas vezes, por ansiedade, desrespeitamos o espaço alheio e o nosso próprio espaço. Não digo que a conversa não seja boa; a comunicação é o encontro que fornece a possibilidade de relação, mas ela é posterior a um outro tipo de comunicação muito mais primitiva; dos gestos; olhares e afagos que recebemos no momento em que ganhamos vida.

Reiventar-se à cada dia


O que seria mesmo reiventar-se? Um dia desses, fiquei pensando sobre toda construção que temos de nós mesmos, mas que a partir de cada fato novo; nos remete a possíveis transformações. Passamos por um processo de escolhas durante toda a vida e entramos em determinadas rotinas ligadas às pessoas com as quais convivemos diaramente. Porém, a vida nos mostra que nem sempre algumas pessoas que estão presentes na nossa rotina permanecem ligadas à ela por alguma circunstância; a vida provoca o afastamento delas. Ora, aprendemos a ser e existir com essas pessoas e no momento em que elas se vão temos que nos reinventar. Nesse sentido; é como se tivéssemos que criar novas formas de existir mesmo que às duras penas porque ninguém sente prazer em deixar aquilo que amou. No entanto; quando sabemos que nossa condição de amar e se relacionar nunca se perde; temos grandes oportunidades de viver de forma plena. A vida é uma reinvenção de si; isso também pode ser aplicado aos projetos que precisam ser modificados mediante às próprias demandas da realidade externa. Haja criatividade nessa nossa vida!

22 de mai. de 2011

O impacto da tecnologia sobre as relações humanas

Hoje estava pensando o quanto o uso da tecnologia influencia o nosso comportamento atual. Estamos na era da informação, na qual, podemos num simples clique de determinado assunto no gooogle; encontrar mais de mil ocorrências. Temos que aprender a filtrar também diante de tanta informação aquilo que realmente é importante e sobretudo fazer escolhas. Ao pensar em fazer escolhas isso me remete às relações amorosas. Ora, se podemos tudo, se nosso mundo está baseado em relações imediatistas o que significa poder esperar? Podemos nos comunicar e receber respostas em milésimos de segundos e o que fazer diante da falta de comunicação?
É bastante contraditório, mas apesar de estarmos, super avançados diante das tecnologias de informação; vamos esquecendo o que é estar em contato com as pessoas e já não sabemos mais como nos comunicar face a face.
Acredito que a internet é uma ferramenta importante de comunicação e que nos ajuda sob as mais diversas formas, mas o que ressalto aqui é que nada pode substituir o encontro real entre duas pessoas.

24 de mar. de 2011

Por ciclovias em Porto Alegre

Desde que descobri o prazer de pedalar, nunca mais deixei de pedalar. Eu me preocupo, portanto, que nossa cidade ofereça boas condições para todos, motoristas, pedestres e ciclistas. Sim, porque os ciclistas tem um problema. Se eles andam nos asfaltos estão sujeitos a graves acidentes e se andam em cima das calçadas vão ter dificuldades de ultrapassar os pedestres que não necessariamente precisam estar na mesma velocidade que eles ( às vezes pode ser uma senhora passeando com seu cachorrinho ou uma mocinha empurrando o carrinho de bebê). Então, a solução para isso é aumentar a quantidade de ciclovias em Porto Alegre. Isso implica em toda uma reforma no trânsito de Porto Alegre, mas acho que a cidade é para todos. Além disso, andar de bicicleta, além de ser algo prazeroso, traz diversos benefícios a saúde e reduz o engarrafamento e poluição que encontramos na cidade. É claro, nãõ estou dizendo com isso para as pessoas deixarem de dirigir, mas digo que a bicicleta pode ser uma opção para quem sabe aquele final de semana que você está mais disposto e com mais tempo para ir visitar algum amigo,namorado ou parente e pode usar também desse recurso ou simplesmente para curtir a beleza da cidade.

A dor da ausência


Paulo Sant`ana com certeza não é um escritor consagrado. Não existe ritmo e poesia no que ele escreve em relação a outros escritores, porém dia desses, estou a folhear o jornal e li algo que ele escreveu a respeito da dor da ausência. Ele disse que não existe dor maior do que a dor da ausência. Acredito que ele está muito certo.
Ele escreveu também na coluna da Zero Hora, que não há diferença na morte e em deixar de ver pessoas que estão vivas. O sentimento de dor é o mesmo. Pensei no momento, será que ele não está sendo radical no que está dizendo? Só que aí pensei mais um pouco e cheguei a conclusão de que não; ele não está sendo radical. A maneira como a ausência marca é diferente é claro, a morte representa um abismo intransponível em que não é mais possível ver aquela pessoa querida. A separação é diferente, é deixar de se relacionar com aquela pessoa, é romper um vínculo de amor mesmo em vida; é pensar que duas vitalidades deixaram de se encontrar de forma definitiva. Talvez fosse exagero dizer que algo em vida pode ser definitivo; sendo que a vida é repleta de dinamismo e mudanças, mas digamos que isso de fato ocorra; o sentimento é o mesmo.

22 de mar. de 2011

O Discurso do Rei

O Discurso do Rei- uma história real e nobre
O discurso do rei retrata a história de um homem que tinha grandes dificuldades de expressão( era gago), até que um dia, essa gagueira se torna um problema maior quando torna-se rei, por imposições familiares e ditames da sociedade. A muito custo ele rende-se ao tratamento de um homem que passa a ter um significado especial na vida desse rei. Esse homem se chama Lionel. Lionel difere de todos outros " doutores", pois ele é o único que consegue tocar o coração do rei.Além de ajudar o rei com as dificuldades na fala; ele abre um espaço para que o rei possa ser ele mesmo; pra que ele possa falar de suas inseguranças; pra que ele possa brincar com o aeromodelo e falar de sua infância.
Em alguns momentos, porém o rei é tomado de arrogância quando se assusta com a aproximação de Lionel e reage sendo rude com ele, porém se dá conta do quanto Lionel o ajudou e busca por fim gratificá-lo através do devido reconhecimento que ele passa a ter diante da nobreza e que atravessa a história.
Esse filme é brilhante porque ele não fala somente de uma dificuldade de fala que foi superada. Ele fala muito mais do que isso. Ele fala daquilo que está além do que aparece. Por isso, Lionel, não trata a superficie, na verdade ele trata o que está no profundo do rei e não desiste dele. Esse é realmente um verdadeiro amigo: Lionel.

Cisne Negro


O filme Cisne Negro é um filme de forte impacto. Impossível ser indiferente a esse filme. Em primeiro lugar, meu interesse pelo filme foi sobretudo para ver o ballet que é uma dança que sou particularmente apaixonada. O filme retrata a história de uma moça que quer ser perfeita no ballet e que tem uma mãe que a trata ainda como se fosse uma menininha de forma doentia.
A personagem central do filme precisa vencer o desafio da cia do ballet de conseguir ser ao mesmo tempo o Cisne Branco ( no qual ela se mostra adequada desde o início) ao Cisne Negro ( que é o seu lado obscuro e o que tem dificuldades). Embora, ela execute os passos de forma precisa, ela não consegue se soltar na dança e na vida e por isso passa a ir em busca do seu " Cisne Negro".
O Cisne Branco representa a vida de pureza que ela até então conhecia, de ser a menininha doce da mamãe, de ter que ser perfeita em tudo. O Cisne Negro é justamente o oposto disso.
Em algumas cenas, não sabemos ao certo se ela chega a alucinar ou se vive de fato o que está se passando, mas tudo leva a crer que ela de fato está tendo distúrbios psicológicos graves diante de uma exigência fortíssima sobre o que ela mesma deve ser. As personagens bailarinas que são colegas dela e que ela possui uma certa obsessão são aparentemente bastante diferente delas; o que pode se dizer que representam tudo aquilo que está oculto nela ( seu lado negro). Enfim, o Branco deve morrer pra se libertar, pois só através disso poderá " sentir"; dará portanto algum sentido em sua vida.

18 de mar. de 2011

2 de fev. de 2011

Homens robustos ou delicados afinal quem é melhor?







Sem sombra de dúvida existem diversos, milhares de homens bonitos. No entanto, há dois tipos de beleza masculina. Existem aqueles homens com traços fortes, de uma beleza mais rústica e outros com traços delicados de beleza fina parecendo até sair dos contos de fada. Entretanto, não significa que um homem de traços fortes não possa ter atitudes de delicadeza e um homem de traços finos esteja impedido de agir de forma viril. Uma mulher precisa de um homem forte que lhe dê proteção e aconchego, mas também precisa de alguém que saiba ser meigo e carinhoso. Os homens também são especiais quando sabem reconhecer as capacidades que uma mulher tem; sem entrar num jogo de disputa de gênero.
Homens também podem cozinhar, cuidar das crianças e da casa. Um casal pode compartilhar essas tarefas. Mulheres também podem ser profissionais liberais, assumir a direção de empresas, dirigir uma caminhonete. Beleza seja qual for ela; que ela seja a capa de alguém muito especial seja rústica ou clássica.

31 de jan. de 2011

A sensualidade X a vulgaridade



Qual é o limite da sensualidade? Aonde a sensualidade se transforma em vulgaridade?
Um dia crescemos e nossos corpos se trasformam, adquirimos uma sensualidade própria e a usufruimos com gestos, roupas e perfumes. A sensualidade é algo extremamente envolvente. Se não fosse a sensualidade; a paquera, a troca de olhares, as palavras ao ouvido não teriam nenhum valor.
Um vestido pode ser para a mulher uma poderosa arma de sensualidade. Ele pode ter fendas, decotes, babados, esculpindo o corpo de maneira a deixá-lo exuberante. Entretanto, a vulgaridade, intenciona somente mostrar de maneira agressiva sem as sutilezas de algo bonito . A vulgaridade pode se demonstrar não somente na roupa, mas na ação, na falta de respeito pelo outro.

Sonhos projetados


Em diversas situações de vida projetamos nossos desejos em lugares, pessoas e situações. Isso por um lado é bom pois nos impulsiona para buscar e realizar-se em diversos planos. Entretanto, é como dois apaixonados, no primeiro momento pode parecer tudo perfeito, até onde começarem aparecer diferenças importantes. As diferenças são importantes já que acrescentam aprendizagem; é como aprender uma nova língua; você precisa se desfazer daquilo que já sabe para aprender algo novo.No entanto, as dificuldades se tornam mais complexas quando se trata de um choque de valores que acaba por levar um desrespeito ao indivudualismo de cada um.
Dessa forma, existe aquilo que é projetado- aquilo que se pensa que pode vir a ser e aquilo que se é realmente. O desafio é conviver com o que se é realmente sem idealizar de forma a distorcer a realidade.

26 de jan. de 2011

Sonhar não custa nada...



Algumas vezes, somos levados a agir de forma automática como se fossemos robôzinhos " tenho de fazer isso, tenho de fazer aquilo". Estamos tão envolvidos com atividades que mal temos tempo de escutar nosso próprio coração. No entanto, quando temos a maravilhosa oportunidade de encontrar aquilo que nos da prazer e nos satisfaz somos tomados por uma incrível sensação de vitalidade. Um mergulho na piscina ou no mar refresca a alma. É como se não estivessemos pesados como um chumbo, mas leves como as plumas. Andar de bicicleta por entre as árvores no entardecer, dançar uma música lenta com quem se gosta, cantar com a voz do coração.
A vida é composta desses diversos momentos e feliz é aquela pessoa que consegue usufruir deles.

14 de jan. de 2011

O ursinho Teddy

As revistas da minha adolescência



É delicioso esse momento nostalgia de lembrar trechos de nossa própria história. Eu e muitas de outras leitoras na faixa de 25-30 acredito devem ter folheado as revistas Capricho com uma roupagem diferente da atual. Eu passei pela transição da revista Capricho " cheia de conteúdo" para a " vazia e superficial". Eu faço tal afirmação, pois as antigas Caprichos tinham matérias mais aprofundadas e eu tive a impressão que quiseram fazer uma versão compacta demais. É claro que os assuntos, tanto das antigas quanto às atuias, muitas vezes se repetem e hoje podem me soar temas mais banais pois não representam ser " tão novidade" quanto eram quando eu tinha uns " 14,15".
Refletindo a respeito da adolescência, penso também que levamos com ela resquícios e tesouros, pois é ela que nos afirma no mundo enquanto ser autônomo e
e nos projeta para o que iremos ser quando adultos. Essa transformação, porém se dá ao longo de todo uma vida, já que são diversos os ciclos de vida que todos passamos. As lembranças da adolescência podem brotar a partir de uma música, um perfume, um lugar, uma pessoa. Alguns e algumss adolescentes gostavam de frequëntar festas outros preferiam ficar lendo algo em casa, vendo tv ou até mesmo namorando.
A moda do " ficar" não me recordo agora a partir de que ano que veio essa nova configuração de relacionamento, mas parece que o " ficar" agora se transformou em " pegar". Por um lado, pode ser uma forma de não assumir compromisso com ninguém e fazer um " test drive" em diferentes bocas, pode ser um passo importante para se conhecer alguém muito especial, mas também e nesse caso é doloroso pode representar uma grande frustração. Frustração é que um pensa em somente ficar e o outro em construir um relacioanamento sério a partir desse encontro. Para cada um dos lados está um objetivo diferente. Desse modo,são construídos falsos sonhos em cima de uma pessoa que está mais preocupada em saber " qual vai ser a próxima pegada" do que com o sentimento do outro. Todos tem seu direito a ter " seu momento carnaval na vida", mas é necessário ter sensibilidade e empatia pela outra pessoa. Você pode menosprezar e ridicularizar alguém que se apaixona por você tratando como " bobão" ou " ingênuo", mas no outro dia poderá ser você " a bobona e ingênua" que irá se "ferrar". Portanto, tanto um caso quanto o outro sempre use de sua sensibilidade e doçura para tratar as outras pessoas, mesmo que não sejam essas as suas escolhas de vida. Bion já dizia que " amor sem verdade é ilusão e verdade sem amor é crueldade". Ele quer dizer que o amor falso é claro é uma ilusão, mas dizer a verdade sem amor ( ou seja sem sentimento ao outro) é crueldade.

13 de jan. de 2011

O medo: real ou imaginário?



Medo..ameaça real ou imaginária? O medo é um dos sentimentos mais primitivos do ser humano. Ele pode servir para nos proteger de ameaças reais externas ou pode ser o sentimento projetado num determinado objeto ( lugar, situação, animal, pessoa) que acreditamos que nos poderá ser nocivo.
No contexto de violência em que vivemos,noticiados pelos principais veículos de comunicação, muitas vezes nos alertamos antecipadamente à situações perigosas e evitamos lugares que consideramos possivelmente arriscado de sofrer danos físicos, psiquícos, econômicos.
A outra questão a que se segue é que tendemos a rechaçar aquilo que é estranho; fora do nosso conhecimento e a buscar familiaridade na maioria das vezes em diferentes tipos de situações. A noção de estranho, nos apavora, pois não faz parte do território conhecido e seguro em que acreditamos viver. Assim, mesmo que muitas vezes, possamos desejar o novo, repetimos as mesmas ações como uma compulsão à repetição. Finalizo esse trecho citando uma frase do grande Charles Chaplin que disse " A vida é maravilhosa se você não tiver medo dela".

As guloseimas e fast-food X a geração sarada






Vivemos num mundo repleto de gente sarada; que cuida do corpo diariamente, através de diferentes tipos de cuidados ( dos mais saudáveis aos não recomendados).Por outro lado, estão aqueles com problemas alimentares de sobrepeso, pressão alta, colesterol elevado, diabetes.
Os esportes muitas vezes levam as pessoas a socialização- vamos jogar uma partida de vôlei ou basquete? vamos criar times? ou então à competição com caráter puramente agressivo em que o que importa não é o jogo, mas chutar a canela do outro ou dar uma bela rasteira. Os cuidados com a saúde quando bem orientados levam a um aumento de bem estar e qualidade de vida, no entanto deve se estar atento quando se faz uma distorção da percepção da realidade corporal que caracteriza a anorexia nervosa. Há também aqueles que se lesionam praticando exercícios em demasia como uma tentativa mágica de recuperar à antiga forma. É importante que a gente se conheça e respeite o nosso biotipo.
Em nossa cultura estão presentes também o consumismo de fast-foods e doces. É sabido da sensação prazerosa que eles provocam liberando substâncias que nos mandam um recado " quero repetir a dose"; o perigo disso são as conseqüências para o organismo quando não se encontra um limite dessa dose.
Nada de radicalismos, que possamos fazer um jogging no parque com um companheiro ao lado, mas que também, vez ou outra, não nos privemos de um refrescante sorvete na praia ou um crocante pão de queijo. Acredito que o mais importante é não nos enganarmos e termos ciência de nossas atitudes sabendo cada um ser responsável por seus atos.

Os diferentes padrões de beleza ao longo dos anos



O amor de Jade e Lucas


Quando eu estava no 1 semestre da faculdade; passava na Globo uma novela cujo título era " O Clone". A novela está sendo reprisada no horário do " Vale a pena ver de novo"; logo após o Video Show. Bem, essa novela tratava da diferença do amor ocidental e oriental, bem como das polêmicas discussões entre Ciência e Religião. Poderia escolher inúmeras temáticas que tal novela aborda mas optei por discutir sobre o amor entre Jade e Lucas. Sei que a novela para muitos críticos de plantão é tida como fútil, rotineira e previsível. No entanto, gostaria de falar sobre a impresão que me causou sobre o amor entre Jade e Lucas.
Para situar, Jade é uma das personagens principais da trama e foi criada numa família de tradição religiosa é islâmica. Em tal religião não é permitido que uma moça que não seja casada possa ter algum tipo de contato físico com algum homem.
Entretanto, Jade se apaixona perdidamente por Lucas pondo em risco sua honra na família e sua própria vida. Lucas, também se apaixona por Jade e estranha que ela tenha um comportamento tão recatado, comparado às brasileiras, mas a deseja e sobretudo ama-a. Apesar de que Jade impede de que ele a beije nos primeiros encontros, aos poucos entrega-se à Lucas e se diferencia das outras moças de sua religião, pois encontra-se às escondidas com Lucas e toma iniciativas para aproximar-se dele.
O bonito desse amor entre eles é que não é " um amor fast-food" ( expressão de amor relâmpago), mas algo construído pela fascinação e encantamento que um sente pelo outro. Jade poderia ser feliz com um casamento arranjado- e por que não?- quem sabe até, mas ela foi em busca do seu sonho de amor. Jade sabia dentro de si que amava Lucas totalmente e de que o melhor de tudo era correspondida. É claro, que o amor, para ser verdadeiro é construído na convivência e na fina sintonia entre duas pessoas, mas a ressalva que quero fazer é de que nunca esqueçamos como diz Fernando Pessoa " que temos todos os sonhos do mundo ...".

Terapeuta e paciente contam sua história-Cada dia mais perto Irvin Yalom com Ginny Elkin


A indicação de leitura que faço para quem é fascinado pelo universo da clínica é o mais recente livro de Irvin Yalom- Terapeuta e paciente contam sua história-Cada dia mais perto. O livro aborda sobre uma paciente que tinha bloqueios criativos para a escrita, mas que é estimulada por seu terapeuta a escrever as impressões, pensamentos e sentimentos que vive em cada sessão como forma de pagamento. O terapeuta, por sua vez, também faz o mesmo e assim podemos nos deparar e refletir sobre o fenômeno do encontro analítico entre terapeuta e paciente.
Muitas vezes, podemos agir de forma automática, de forma a não se questionar- o que aquele encontro me produziu? O que é que pode ser modificado? De que maneira tenho contribuido como terapeuta?
Enfim, essa é a minha dica para leitura.
Um abraço a todos





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