13 de jan. de 2011

O medo: real ou imaginário?



Medo..ameaça real ou imaginária? O medo é um dos sentimentos mais primitivos do ser humano. Ele pode servir para nos proteger de ameaças reais externas ou pode ser o sentimento projetado num determinado objeto ( lugar, situação, animal, pessoa) que acreditamos que nos poderá ser nocivo.
No contexto de violência em que vivemos,noticiados pelos principais veículos de comunicação, muitas vezes nos alertamos antecipadamente à situações perigosas e evitamos lugares que consideramos possivelmente arriscado de sofrer danos físicos, psiquícos, econômicos.
A outra questão a que se segue é que tendemos a rechaçar aquilo que é estranho; fora do nosso conhecimento e a buscar familiaridade na maioria das vezes em diferentes tipos de situações. A noção de estranho, nos apavora, pois não faz parte do território conhecido e seguro em que acreditamos viver. Assim, mesmo que muitas vezes, possamos desejar o novo, repetimos as mesmas ações como uma compulsão à repetição. Finalizo esse trecho citando uma frase do grande Charles Chaplin que disse " A vida é maravilhosa se você não tiver medo dela".

Um comentário:

Eduardo Rodenbusch disse...

"Tudo é apenas por um dia, tanto aquilo que lembra como aquilo que é lembrado. Observe constantemente que tudo acontece pela mudança e acostume-se a pensar que a natureza do universo ama acima de tudo mudar as coisas que existem e transformá-las em novas coisas.
Pois tudo que existe é de certa forma a semente do que existirá."
As Meditações de Marco Aurélio

Como criaturas temos presente dentro de nós essa sensação de impermanencia, de mudanças constantes. E isso gera MEDO.
Pois somos seres que buscam a sensação de segurança e bem estar permanentes. E se não "sabemos" "sentimos" que isso vai contra o principio fundamental do universo que é a impermanencia, a transformação constante de coisas em coisas novas. Tem aquela história do rio que você viu passar, jamais será o mesmo, mesmo que pareça igual.
Vivemos então numa busca infrutifera de segurança total e felicidade ou desfrute permanentes. Nossa maior ou menor capacidade de nos apegarmos a nossa realidade, de aceitarmos as coisas, de desfrutar o que nos é possivel, de estarmos prontos para nunca mais voltar, para seguirmos em frente com um unico patrimonio: nossa forma de se adaptar, de dar um jeito, sobreviver. De sentir, mas não nos deixarmos paralizar pelas perdas ou pelo que desejamos e não possuimos.
Acho que por aí se encontra o que se chama medo da vida, ou da morte, que no fundo é a mesma coisa.
Lembra TNT
"Quero dizer não tenho medo da vida, faça o que tiver na cabeça eu mesmo cuido da minha..."






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