
Em diversas situações de vida projetamos nossos desejos em lugares, pessoas e situações. Isso por um lado é bom pois nos impulsiona para buscar e realizar-se em diversos planos. Entretanto, é como dois apaixonados, no primeiro momento pode parecer tudo perfeito, até onde começarem aparecer diferenças importantes. As diferenças são importantes já que acrescentam aprendizagem; é como aprender uma nova língua; você precisa se desfazer daquilo que já sabe para aprender algo novo.No entanto, as dificuldades se tornam mais complexas quando se trata de um choque de valores que acaba por levar um desrespeito ao indivudualismo de cada um.
Dessa forma, existe aquilo que é projetado- aquilo que se pensa que pode vir a ser e aquilo que se é realmente. O desafio é conviver com o que se é realmente sem idealizar de forma a distorcer a realidade.


2 comentários:
Sei que é normal, mas acho tão arriscado essa história de projetar nossa felicidade no outro. A maioria das vezes isso só tras frustração a quem projeta e um peso enorme, as vezes insuportável, para o outro.
Mau conseguimos "nos" fazermos felizes, ter a responsábildade de fazer o outro feliz é muito complicado.
Ideal seria, me faço feliz, o outro se faz feliz e nós dividimos nossas felicidades. Agora depender de ações dos outros para garantir nossa felicidade é bem arriscado...
Este debate me faz lembrar do filme Don Juan de Marco. Ali, o personagem Don Juan acha que devemos ir além da realidade, se por realidade entendemos tudo que é concreto, palpável, visível:
Don Juan: By seeing beyond what is visible to the eye. Now there are those, of course, who do not share my perceptions, it's true. When I say that all my woman are dazzling beauties, they object. The nose of this one is too large; the-the hips of another, they are too wide; perhaps the breasts of a third, they are too small. But I see these women for how they truly are... glorious, radiant, spectacular, and perfect, because, I am not limited by my eyesight. Women react to me the way that they do, Don Octavio, because they sense that I search out the beauty that dwells within until it overwhelms everything else. And then they cannot avoid their desire, to release that beauty and envelope me in it. So, to answer your question, I see as clear as day that this great edifice in which we find ourselves is your villa. It is your home. And as for you, Don Octavio DeFlores, you are a great lover like myself, even though you may have lost your way and your accent. Shall I continue?
Talvez seja mais um ponto de vista para considerar...
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